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Montador de fluxo de agentes para RH

Escolha um processo, preencha a ficha de cada etapa e receba os três prompts prontos (Planejador, Coordenador e Executor), o esquema das fichas de passagem e o roteiro para testar o fluxo com pessoas antes de ligar a IA.

Passo 1

Escolha um processo que já tem regra escrita. Sem regra escrita, não é candidato a agente.

Passo 2

Preencha o que entra, o que sai e o critério de pronto de cada etapa. Ficha vazia revela decisão humana escondida.

Passo 3

Rode o fluxo com três pessoas usando as fichas. Só depois cole os prompts num assistente de IA.

Antes de preencher

Três agentes, três decisões

Os três não são a mesma inteligência repartida em três janelas. São três funções que precisam ficar em mãos diferentes pelo mesmo motivo que ninguém aprova a própria despesa: quem interpreta o pedido não deveria ser quem autoriza, e quem autoriza não deveria ser quem produz.

Um agente sozinho aprovaria a resposta dele com o mesmo raciocínio que produziu a resposta, e aí a aprovação não vale nada. A linha que mais explica cada papel é a última, a do que ele nunca faz.

Agente 1

Planejador

Recebe
O pedido como a pessoa falou, com as imprecisões incluídas.
Decide
O que o pedido quer dizer. É ele que traduz conversa em campos, e é o único que trabalha com texto solto.
Passa adiante
A Ficha 1, com cada campo preenchido ou marcado como faltando.
Nunca
Decidir se pode. Um pedido que fere a política sai dele como uma ficha bem preenchida de um pedido proibido.

Agente 2

Coordenador

Recebe
A Ficha 1 inteira, copiada e colada, nunca resumida.
Decide
Se o pedido segue e quem faz o quê. É o único que diz não e o único que chama uma pessoa.
Passa adiante
Uma Ficha 2 por tarefa. Ou escala, e aí não passa nada adiante.
Nunca
Produzir a entrega. No instante em que ele mesmo escreve a vaga, virou o Executor e o processo ficou sem conferente.

Agente 3

Executor

Recebe
Uma Ficha 2 de cada vez, sem ver as outras.
Decide
Como fazer, usando só as fontes que a ficha manda consultar.
Passa adiante
A Ficha 3, para uma pessoa aprovar.
Nunca
Ampliar o escopo. O que não está na Ficha 2 não é problema dele, mesmo que ele perceba o problema.

Processo

As três fichas

Os campos vêm com um exemplo. Edite à vontade: o que você escrever fica salvo no seu navegador e os prompts se refazem sozinhos.

Escreva como a pessoa realmente fala, não como o sistema gostaria de receber.

Agente 1 · planejamento + reflexão

Planejador

transforma o pedido em ficha

Um campo por linha. Esses campos viram o esquema da ficha tipada.

Agente 2 · colaboração multiagente

Coordenador

confere e distribui

Se este campo ficar vazio, você acabou de descobrir uma decisão humana que ninguém formalizou.

Agente 3 · ferramentas + reflexão local

Executor

faz e testa o próprio resultado

Saída

Copie e cole em qualquer assistente: Claude, ChatGPT, Gemini, Copilot ou Wally.

Ficha tipada · esquema de passagem
FICHA DE PASSAGEM · ABERTURA DE VAGA
Regra: nenhum agente recebe conversa. Só recebe esta ficha, com todos os campos preenchidos.

FICHA 1 · Planejador -> Coordenador
{
  "cargo": "<cargo>",
  "nivel": "<nível>",
  "area_e_gestor": "<área e gestor>",
  "3_responsabilidades_centrais": "<3 responsabilidades centrais>",
  "5_criterios_eliminatorios": "<5 critérios eliminatórios>",
  "faixa_salarial_de_referencia": "<faixa salarial de referência>",
  "prazo_de_fechamento": "<prazo de fechamento>",
  "motivo_da_vaga_substituicao_ou_aumento": "<motivo da vaga (substituição ou aumento)>",
  "autocritica_realizada": "<o que foi revisto e por quê>",
  "campos_em_duvida": ["<campo>", "..."]
}

FICHA 2 · Coordenador -> Executor (uma por tarefa)
{
  "tarefa": "<Escrever a descrição da vaga>",
  "entrada": "<trecho da Ficha 1 que a tarefa usa>",
  "criterio_de_pronto": "<como saber que terminou>",
  "fontes_permitidas": ["<sistema ou documento>", "..."],
  "escalar_se": "<condição que devolve a tarefa para uma pessoa>"
}

FICHA 3 · Executor -> Pessoa que aprova
{
  "tarefa": "<nome>",
  "resultado": "<entrega>",
  "testes_feitos": ["<teste>", "resultado"],
  "fontes_consultadas": ["<sistema, documento, versão, data>"],
  "pendencias": ["<o que não foi possível confirmar>"]
}

Útil para colar num documento e distribuir para o time. Para rodar de verdade, cada prompt vai numa conversa separada.

Os dois ciclos de aprendizado

Nada disso acerta de primeira, e são dois laços diferentes

O primeiro roda com pessoas e descobre o que ninguém tinha escrito. O segundo roda com a IA e descobre o que foi escrito de um jeito que só gente entende. A ordem não é negociável: o de máquina só começa quando o de gente já fechou.

Ciclo 1 · com gente, antes de qualquer prompt

Testa se a instrução está completa

Uma rodada

  1. 01Entregue a Ficha 1 vazia para uma pessoa do time, junto do pedido “Preciso de um analista financeiro pleno até outubro, alguém que já ten…”. Ela consegue preencher todos os 8 campos sem perguntar nada a você?
  2. 02Passe a ficha preenchida para uma segunda pessoa, com os critérios de aceite. Ela aprova ou devolve em menos de 5 minutos?
  3. 03Peça a uma terceira pessoa que execute uma tarefa só com a Ficha 2, sem falar com as outras duas. A entrega sai no formato combinado?

O que volta para a ficha

  • Onde qualquer uma das três travou, a IA também travaria, e o conserto é sempre o mesmo: um campo que falta na ficha. Reescreva a ficha e chame outra pessoa.

Quando parar

Quando três pessoas diferentes rodarem o fluxo inteiro sem precisar perguntar nada a você.

Ciclo 2 · com a IA, só depois que o primeiro fechou

Testa se a instrução sobrevive a ser lida por uma máquina

Uma rodada

  1. 01De cinco a dez casos reais, um por vez, no copia e cola entre as três conversas.
  2. 02Coloque a entrega do agente lado a lado com a que a sua equipe faria hoje, no mesmo caso.

O que volta para a ficha

  • Conteúdo errado ou inventado: é campo faltando na ficha. Volta para a ficha, não para o prompt.
  • Formato fora do combinado ou instrução ignorada: aí sim é prompt.
  • Recusa que não devia ter acontecido: o critério de aceite do Coordenador ficou apertado demais.

Quando parar

Quando a divergência parar de aparecer. Só aí vale automatizar a passagem entre as conversas.

  • !Empilhar exemplo no prompt não conserta nada. É a saída fácil, e ela esconde o campo que está faltando.

E agora, o que fazer com isso

Onde colar cada prompt e em que ordem

Os três prompts não vão para a mesma janela. Cada agente vive numa conversa própria, e o que passa de um para o outro é a ficha, nunca o histórico. Este é o roteiro completo, do copiar ao primeiro caso rodando.

  1. 01

    Abra um assistente e crie um espaço só para este processo

    Serve qualquer um: Claude, ChatGPT, Gemini ou Copilot. O que faz diferença é ter espaço de trabalho com arquivos, como os Projetos do Claude e do ChatGPT, o Cowork do Claude, ou os projetos do Wally, que já nasce com o contexto de RH. Crie um espaço com o nome do processo e suba ali o que a ficha manda consultar: a política vigente, a tabela salarial, os modelos aprovados. Sem esses arquivos o agente responde de cabeça, que é exatamente o que a ficha existe para impedir.

  2. 02

    Abra três conversas separadas, uma por agente

    Cole o Prompt 1 na primeira, o Prompt 2 na segunda, o Prompt 3 na terceira, e nomeie cada conversa com o nome do agente. Conversa separada é o que impede um agente de ver o rascunho do outro e concordar com o erro dele. Se o assistente deixa salvar instruções fixas, cole o prompt ali: você não precisa colar de novo a cada caso.

  3. 03

    Rode um caso real, passando ficha e não conversa

    Na conversa do Planejador, cole o pedido como ele chegou de verdade, com as imprecisões incluídas; ele devolve a Ficha 1. Copie a Ficha 1 inteira e cole na conversa do Coordenador; ele aprova e devolve uma Ficha 2 por tarefa, ou escala para você. Cole cada Ficha 2 na conversa do Executor; ele devolve a Ficha 3 para alguém aprovar. Em nenhum momento você resume o que o agente anterior disse: copia e cola a ficha.

  4. 04

    Só automatize depois que o segundo ciclo fechar

    Quem diz quando você pode parar de copiar e colar é o ciclo de máquina, ali em cima: enquanto a entrega do agente ainda diverge da que a sua equipe faria, automatizar a passagem é automatizar o erro. Quando a divergência parar de aparecer, aí sim vale ligar as conversas por automação, integrar ao ATS ou pedir para o time de tecnologia montar isso num fluxo próprio.

    Uma ressalva que vale a página inteira: se o processo trata dado de colaborador, rode numa conta corporativa do assistente, com contrato e retenção definidos. Ficha de vaga pode ir para qualquer lugar. Saldo de banco de horas, não.

Quer ver isso montado, tela por tela, antes de fazer o seu?

Rodamos este fluxo no Wally, no Claude, no ChatGPT e no Copilot com uma empresa fictícia e o mesmo pedido de vaga. O guia tem o passo a passo de cada ferramenta com prints, o que cada uma respondeu e onde uma delas escorregou.

Ver o guia com prints

Por que três agentes, e não um só

A divisão vem dos quatro padrões de design de agentes descritos por Andrew Ng em 2024: planejamento, reflexão, uso de ferramentas e colaboração multiagente. Os três papéis lá de cima são esses quatro padrões repartidos, e é por isso que cada bloco da ficha traz, no rótulo, o padrão que o sustenta.

Só que o que você monta hoje, com projetos e agentes de assistente, é a versão manual desses padrões: quem leva a ficha de um agente para o outro é você. Isso não é defeito no começo, é o que segura o freio. Enquanto a ficha ainda está sendo calibrada, o copia e cola é o que mantém uma pessoa olhando cada passagem. Automatizar a passagem antes disso é automatizar o erro.

O que passa entre eles é ficha, não conversa

Agente que recebe histórico de conversa herda ambiguidade. Agente que recebe ficha com campos obrigatórios devolve erro quando falta informação, em vez de inventar.

Campo vazio é decisão humana escondida

Se você não consegue escrever quando o fluxo escala para uma pessoa, é porque hoje alguém decide isso no olho. Descubra quem e com base em quê antes de automatizar.

O teste com gente vem antes do prompt

Três pessoas rodando o fluxo só com as fichas mostram onde a instrução é vaga. Onde elas travarem, a IA também trava. Ali se corrige a ficha, não o prompt.

Autocrítica não pega a própria invenção

Ela funciona muito bem quando existe fonte para conferir, e vira teatro quando não existe: no teste, um assistente inventou a faixa salarial e depois se autocriticou dizendo que a faixa estava certa. Quem pega esse erro é fonte externa ou o segundo agente, não o primeiro se olhando no espelho.

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